Sherlock Holmes: Lost Detective
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Sherlock Holmes: Lost Detective

Existem três tipos de jogos nas lojas de apps que já estamos cansados de ver e precisam urgentemente de um respiro criativo: combine-3, estourar bolhas e, principalmente, aqueles de objetos escondidos. Essa mecânica é, na maioria das vezes, usada em jogos de mistério, dos quais podemos listar Criminal Case, Hidden Shadows e Espelho de Londres — alguns ainda saem disso, como o brasileiro Operação Abaporu. Nem mesmo o detetive mais famoso e incrível do mundo conseguiu melhorar este cenário: disponível para Web, iPhone e iPad, Sherlock Holmes: Lost Detective está longe de ser um bom e, principalmente, criativo game.

Será mesmo elementar?

Por mais que o game proponha vários grandes casos a serem desvendados, a trama básica de Sherlock Holmes: Lost Detective para iPad e Web é, praticamente, a que vai percorrer toda a jogatina. Você — e quando eu falo “você”, é realmente seu nome real e sua foto do Facebook que aparecem toda hora, único ponto positivo para a imersão — é o novo detetive da Scotland Yard e precisa entender quem está por trás de vários crimes na cidade de Londres, todos baseados nas antigas histórias de Holmes. Uma história legal, mais ainda se pensarmos em outros segredos que aparecem depois.

Sherlock Holmes: Lost Detective para iPhone

O real problema de Sherlock Holmes: Lost Detective é o seu gameplay. Primeiramente, ele não tem nada que possa ser chamado de “realmente novo”, tudo já foi usado até à exaustão em outros títulos do gênero. Em segundo lugar, esses conceitos foram executados de forma bem mediana. A mecânica de objetos escondidos é bem esquisita, com artefatos mal dispostos na cena, e com um fator replay ridículo, pedindo que o jogador volte às mesmas telas para procurar, muitas vezes, os mesmos objetos. A maioria dos puzzles são estupidamente fáceis, com raras exceções. E os “episódios”, que deveriam servir como diferencial, são apenas cutscenes interativas, que salvam apenas pela historinha legal que contam.

Uma Londres carregada

“Carregada” no sentido bom e no sentido ruim. Os cenários são carregados de detalhes e bem desenhados, assim como os próprios personagens; uma arte cartunesca, que combina com a trama um pouco cômica do título — o problema deles é, como já foi dito, a horrível disposição dos objetos escondidos.

Por outro lado, eu estaria rico se ganhasse 1 centavo a cada tela de carregamento que vi em Sherlock Holmes: Lost Detective. Elas se repetem toda hora e cansam o jogador facilmente. Provavelmente, se você tiver pouca paciência, vai desistir fácil do app a ver a barrinha preenchendo a cada dois minutos.

Sherlock Holmes: Lost Detective para Android

Conclusão/Opinião sobre Sherlock Holmes: Lost Detective

Assim como já tinha comentado com A Era do Gelo: Aventuras, não adianta colocar uma figurinha carimbada protagonizado um jogo que não cumpre seu papel… como jogo, simplesmente. Sherlock Holmes: Lost Detective tem um visual legal e uma trama engraçadinha, mas o seu gameplay é mal executado e as telas de carregamento darão trauma a qualquer amante do detetive da Baker Street. Aliás, se você é um desses fissurados por Sherlock, fique com uma dica de fã: é melhor voltar aos livros de Conan Doyle (ou ao ótimo seriado da BBC) e esquecer esse app.

Sherlock Holmes: Lost Detective
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Design
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