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Google, Microsoft e Facebook apoiam a Apple em duelo contra o FBI

Em uma semana marcada por duelos judiciais sobre quebra de privacidade em tecnologia, uma união improvável acontece entre as gigantes da tecnologia Google, Microsoft e Facebook. Isso se dá por conta do pedido de quebra de segurança do iPhone feito pelo FBI, para que investiguem o smartphone de alguém ligado ao ataque terrorista ocorrido na cidade de San Bernardino, na Califórnia, no final do ano passado.

Google, Microsoft e Facebook publicaram um documento legal de apoio à Apple com suas próprias visões acerca da questão, além da Box, outra gigante da tecnologia. A principal queixa está na medida do governo em fazer o judiciário americano em reescrever leis sem que haja um debate público apropriado. Confira a declaração dada pelo conjunto de empresas em tradução livre pela equipe AppTuts:

“Os amici (grupo que dá apoio à Apple) normalmente competem de forma vigorosa com a Apple – e entre si. Mas os amici nesse momento falam em uníssono por conta da importância singular desse caso a nós e a nossos clientes quem confiam em nós para proteger seus dados e suas comunicações mais sigilosas de ataques. Os amici compartilham do pesar e revolta do governo e público em relação ao horrendo ato de terrorismo ocorrido em San Bernardino, Califórnia, em dezembro de 2015, e eles oferecem suporte total à investigação legal deste crime. Mas os amici estão unidos em sua visão que a ordem do governo à Apple excede os limites da lei e, se aplicadas em escopo mais largo, ferirão a segurança dos americanos no longo prazo.”

O ponto da declaração é que, apesar de compartilhar da repulsa em relação ao crime, criar uma medida que permita invadir a privacidade dos usuários pode estabelecer um perigoso precedente. Com a possibilidade de invadir o iPhone criada, existe a possibilidade de outros governos e organizações usarem as medidas para propósitos excusos.

A disputa está acirrada: enquanto Google, Microsoft e Facebook se unem, políticos e instituições e oficias governamentais – entre eles o polêmico candidato Donald Trump – defendem que a Apple crie a medida para que o FBI possa invadir o iPhone em questão.

Vale lembrar que uma situação semelhante está sendo vivida no Brasil, com a prisão do vice-presidente do Facebook na América Latina Diego Dzodan por conta da não liberação de conversas no WhatsApp, conversas essas ligadas a um caso de tráfico de drogas.

Fonte: Tech Crunch

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